quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Imprevistos

A vida é cheia de imprevistos, dependendo do momento isso pode ser bom, mas em muitos momentos isso é extremamente ruim. Imagine planejar o que você fará no outro dia, o que fará em cada momento, horário certinho pra tudo e aí acordar com aquela chuva torrencial ou passando mal e ter que ir pro hospital, pronto, foi tudo por água abaixo. Não há planejamento que resista.

Não gosto muito de planejamentos, principalmente a longo prazo. Meu coração fica apertado quando penso no mundo de imprevistos que pode acontecer até lá. Viajar é delicioso, planejar a viagem também, mas quando está tudo marcado, passagens compradas, hotel reservado, começo a ficar aflita pensando nas coisas que podem acontecer até lá. Foi tudo planejado com tanto carinho, com tanta vontade de dar tudo certo, que só o pensamento de alguma coisa sair errado até lá me apavora. Não é fácil lidar com isso, não é mesmo.

E a Lei de Murphy está aí pra provar que os imprevistos vão acontecer, inevitavelmente, e não há nada que podemos fazer pra evitar isso. O que podemos é tentar contornar esses imprevistos, tentar manter o planejamento dentro do possível, se precisar, mudar, readequar as coisas e manter o pensamento positivo de que no fim tudo dá certo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A Dor de Cada Um

Cada pessoa vivencia a dor a sua maneira, alguns continuam levando sua vida normalmente apesar da dor, deixam ela escondidinha em algum lugar do coração e só permitem que ela saia em alguns momentos. Já outros vão ao fundo do poço, choram, se desesperam, se fecham pro mundo, para só depois voltar à sua vida. Mas uma coisa é certa, nunca mais serão os mesmos.

Vão viver sempre com uma sombra em volta, aos olhos dos outros estará tudo bem, mas por dentro estará doendo, sempre. Quando alguma coisa aparentemente banal do dia a dia fizerem se lembrar da dor, ela vai voltar, e com muita força. Esses dias serão mais difíceis do que outros.

As pessoas não lidam bem com a dor do outro. Quando alguém perde uma pessoa querida, muita gente prefere se afastar por não saber o que dizer, como agir. Não percebem que não precisam fazer nada, só ficar ao lado, isso basta. Quando uma mãe está com um filho doente no hospital, acontece uma comoção geral, todo dia vão atrás de notícias, se preocupam, choram... mas os dias vão passando, o cenário não muda, a busca por notícias vai diminuindo, e as pessoas seguem sua vida, mas aquela criança continua doente, aquela mãe continua sofrendo.

Sobram os amigos de verdade, amigos que vivenciam a dor junto com essa mãe, que sentem como se fossem seu próprio filho sofrendo no hospital. Para essas pessoas a vida não segue normalmente, o trabalho se torna difícil, os cuidados com os filhos dói porque lembram daquela criança no hospital, a vida perde a cor, perde o brilho.

Nesses momentos só o que resta é a fé.